segunda-feira, 6 de março de 2017

É preciso envelhecer com juventude

Não sou muito dada ao habito de assistir TV, muito pelo contrário vejo pouco, isso não significa que o aparelho permanece desligado o tempo todo, não, o barulho as vezes me serve de companhia, acho isso legal, o silêncio as vezes incomoda. Bem, numa quinta feira atrás  qualquer, uma frase dita num desses programas me chamou a atenção: "É preciso envelhecer com juventude".
Essa frase gerou em mim, questionamentos internos, justamente por concordar com a mensagem que a frase transmitia, mesmo concordando o impacto da reflexão amedronta.
Quando se passa dos 50, a sensação é que mais da metade já foi vivida, e que a outra parte é certamente mais curta, tendo essa noção as possibilidades surgem em uma cabeça que embora veja que o corpo já não é mais o de 20 anos atrás, luta contra o tempo e contra regras que a sociedade impõe e segue com vigor antes nunca visto
Envelhecer é uma fase da vida, não é a ultima, o envelhecer com alegria rejuvenesce , acredito que seja essa a reflexão da frase acima. Diante desse questionamento, fui atrás de provas fotográficas de gerações que antecederam a minha para ver como isso se dava a questão do envelhecimento e sua aceitação acontecia.
Fui lá no álbum onde poucas fotos registravam a vida da nona (nona=avó), ela praticamente com a idade que tenho hoje, uma senhora com roupas sóbrias, rosto sisudo, exatamente como me lembrava, o comportamento também me recordo, pessoa de poucas palavras mas brava, caseira, se ocupava em ajudar nas tarefas domésticas e passeio era visitar os outros filhos, nessa época morava com a gente, e ir á igreja.
Em seguida fui lá nas memorias de minha mãe em ordem cronológica que facilitou bastante, embora tive que fazer algumas contas para saber a idade exata em que foram tirados os retratos, a principio bem  bonita, pele viçosa, típica da juventude, com o passar dos anos fui percebendo o envelhecimento chegando nos retratos de minha adolescência, vi minha mãe com uns 45 anos,ainda muito bonita, mas envelhecida. Mas, que para a época era praticamente um padrão, todas as mulheres se envelheciam sem estar velhas, porque o modelo daquela sociedade do final dos anos 70 impunham esse comportamento idoso, porque era politicamente correto nas famílias conservadoras e religiosas, falava-se muito de ser direito, dos pecados. Tudo que fugisse do padrão era anormal e errado.
O fato é que o envelhecimento acontecia com aceitação e permissão, que o caminho seria zero vaidade, perspectiva e ambição de ser algo mais. Aos 50 a vida praticamente acabava, restava os netos, a horta e os passarinhos para cuidar e aos domingos a igreja e de vez em quando uma ida a praia com direito a um maiô super discreto porque se ousasse uma coisa mais sensual a sociedade apontava.
Guardando saudosa todos os álbuns, fui refletindo sobre isso. A minha geração e as futuras foram privilegiadas e brindadas com uma sociedade menos conservadora, isso não significa não ter valores, isso é essencial para a ordem da própria sociedade, mas uma sociedade onde o indivíduo consegue externar seus próprios valores.
Embora, existissem regras, era possível a liberdade de pensamento, aceitação do outro, embora ainda exista preconceito de todas as formas, somos educados para sua extinção e um dia se Deus quiser isso tem fim, Mas, o fato é que a duras penas evoluímos como sociedade.
 Agora era minha vez, não resisti, coloquei um biquini  e  de frente ao espelho fiz uma selfie ao longo dos meus 52 anos, e gostei do que vi. Não vi uma menina, nem uma moça, vi uma mulher que depois de todos os anos vividos, teve a oportunidade de começar a envelhecer com juventude sem nenhum arrependimento, em busca de conhecimento, bem estar e sonhos, e na expectativa que os anos que virão serão os melhores da minha vida.
Quero ir para o sol e voltar do sol sozinha.









segunda-feira, 4 de julho de 2016

De repente 13



Como sempre tenho o costume de registrar acontecimentos importantes, hoje estou aqui novamente para isso. Trata-se de mais um daqueles famosos encontros de amigos de escola, que anualmente acontece. 
Este foi especial, com o auxilio da tecnologia foi criado um grupo no whatsapp, tivemos até chamadas em vídeo para o evento, que gerou expectativa e ansiedade até o dia do encontro, aconteceu de tudo no grupo, piada, risos e até discussões bobas comuns de pré adolescentes, que é isso que acontece quando amigos se encontram e esquecem completamente que são adultos responsáveis, cheios de compromissos e obrigações, que se jogam de cabeça nesse mundo imaginário onde todo mundo é igual e voltamos lá no final dos anos 70.
Um tempo bom foi aquele, e hoje também é um tempo maravilhoso porque embora o tempo e a vida nos separa por diversos motivos também nos une pelo simples motivo de um abraço carinhoso de saudade, saudade do que foi aquilo tudo, do que a gente foi e  alegria do que nos tornamos.
Lá não interessa o que se tem, quais foram as conquistas, o sucesso ou o fracasso. O que importa é o "ser", o "ser" amigo, que se alegra pelo simples motivo de estarmos reunidos e juntos por algumas horas regadas de papo bobo, risadas sem precedentes e claro um bom vinho, foi uma grande festa, e teve até bailinho não é Junior?
Posso falar por mim, essa experiencia anual me faz um bem imenso, faço uma viagem com direito a hospedagem e turismo lá aos 13 anos, onde tudo era descobrimento e alegria sem preocupação nenhuma, somos apenas meninas e meninos.
Nossa linda juventude! 
Meus amigos, sei que posso chama-los assim, um beijo grande , e obrigada por terem feito parte da minha vida e permanecerem nela até hoje. Até o próximo, mas vejo vocês no Whatsapp oK?









segunda-feira, 30 de maio de 2016

De frente para o crime

Há mais ou menos 30 anos, uma garota saiu para trabalhar, e como de costume foi de ônibus até a estação de trem como todos os dias fazia. O trem no horário da 6:30 da manhã como sempre lotado, as pessoas espremidas em um vagão sujo, mas era o que se tinha para chegar ao destino "Estação da Luz", de lá ainda uma caminhada até a Praça da Republica para mais um ônibus rumo a Rua Brigadeiro Faria Lima. Faltava muito para chegar ainda.
No trem os rostos misturados, todo mundo querendo chegar em algum lugar. Não dava para perceber quem ficava ao lado, atrás e na frente, o ar tornava-se insuportável, a impressão que dava é logo pela manhã mesmo após um banho ela se sentia suja.
Aquela manhã foi diferente, no encosta encosta do trem, um "ser" que é impossível dizer que  fosse humano se aproveitou, se esfregou, riu , zombou e por fim depositou todo seu gozo na saia da garota..
Muita gente ouviu as reclamações da garota, mas ninguém fez nada, ninguém fez esse monstro parar, não dava para dar nenhum passo para se desvencilhar daquela situação. Ela chorou muito, pela impotência daquele momento. Após tudo consumado o monstro se foi, e nem deu pra ver o seu rosto.
A garota saiu do trem suja, buscando um lugar para limpar toda aquela violência, deu para limpar a saia, mas a indignação não, alma não. É a primeira vez que essa garota que não é mais garota conta essa passagem da vida dela para alguém.
Talvez nunca contou com medo de ouvir: - Também estava de saia! Por que saiu assim de casa! (a saia era para baixo do joelho, estava indo ao trabalho), o medo do julgamento fez apenas a garota se calar até hoje.
Histórias como essa acontecem todos os dias em todas as grandes cidades, acontecem nas casas, nas escolas, em todos os lugares. Não precisa ter estupro consumado, violência se faz subjugando a  mulher , seja com atos ou palavras
Hoje eu compreendo que calando se permite que as coisas aconteçam e sejam encaradas como normais, mas não são.
As próprias mulheres  procuram justificativas para tornar a vitima em culpada, e o agressor em vitima das circunstâncias. Deve-se ter a empatia pela agredida, não o julgamento.
Isso não é ser feminista é ter o mínimo de humanidade.
Essa é a minha historia, mas tenho certeza que muitas mulheres tem a mesma, se hoje em pleno 2016 ainda vemos as próprias mulheres julgar e encontrar culpa em uma garota violentada, imagina ha 30 anos atrás...
Mais humanidade e menos julgamentos, por favor!
O mundo está precisando de pessoas urgente! Pessoas que se importem com as causas e falem, não de pessoas que de frente para o crime apenas fecham as suas janelas.






























terça-feira, 5 de abril de 2016

”Se você interage com as coisas em sua vida, tudo muda constantemente e se nada muda, você é um idiota”

Nossa faz muito tempo que não escrevo, talvez tenha sido uma época de reflexão e autoconhecimento, não sei bem ao certo o que foi. Nem com toda essa atividade política nas redes me fez opinar, mesmo porque acredito que tem horas em que o importante é ouvir, opinar muitas vezes pode causar até desconforto, em tempos conturbados ouvir já é uma forma de  respeito Muito grande
Só Sei que mudei, Como Diz Umberto Eco:”Se você interage com as coisas em sua vida, tudo muda constantemente e se nada muda, você é um idiota”; um pensamento fantástico que leva qualquer ser humano à reflexão
Hoje resolvi escrever sobre uma experiência que estou tendo,e amando,  chama-se Escola de Você,  trata-se de um curso que envolve  o universo feminino em todos os aspectos, o curso é online e gratuito, tem muito a ver com autoestima, sucesso e comportamento
Fazer o curso já é prazeroso apernas 5 minutos por dia, imagina então conhecer mulheres com histórias fantásticas de superação, que conseguiram vencer barreiras que a Própria vida proporciona.
Como a de Lícia,  era uma pessoa amarga, reclamava de tudo, intolerante. Bastou fazer uma cirurgia bariátrica , e tornou-se uma mulher linda, cheia de vida, agradável, uma boa amiga, que hoje vive sorrindo e de bem com a vida. Mas  por que isso aconteceu? Porque  Lícia escolheu mudar.
E, nesta nossa Reunião houve muitos outros relatos interessantes e motivadores, como  Maria que não sabia dizer não a ninguém, hoje tenta brincar com ela, não aceita mais esta condição.
Outra mulher maravilhosa que era a pura submissão, tenta mandar nela hoje .
Ana Paula por opção abandonou uma carreira promissora para se dedicar a educação das filhas, tem planos sólidos de voltar, faz pedagogia, mas determinou essa como sua prioridade  hoje, é o bom humor em pessoa, e uma mulher de rara beleza.
Neusa uma mulher que vivia dentro de casa cuidando dos netos, Saiu do casulo e resolveu viver este Projeto e está muito feliz
 Também muitas mulheres querendo aprender e receber este incentivo buscando o melhor que está dentro de cada
Tudo isso acontece ou por decisão ou incentivo
Á  Patricia (Paty), embaixadora do projeto Escola de Você aqui em minha cidade, meus sinceros agradecimentos em nome de todas as meninas.
Porque  mudar é preciso. Mas, se fica difícil ... um empurrão sempre cai Bem. E assim seguimos adiante, Porque aqui não existe idiota, certo?





terça-feira, 7 de julho de 2015

Nada mudou



Ontem foi dia 6 de julho, seria o 24º aniversário de casamento. Me peguei pela manhã sentada no sofá da sala olhando sem piscar para o porta retrato onde está nossa foto ainda bem jovens, os pensamentos se voltaram para o presente e para o futuro, coisas que planejamos juntos, nossas metas, onde queríamos chegar e como. É, sonhamos juntos; aí sem mais nem menos o sonho acabou com sua partida tão prematura. Não foi nada fácil e ainda não é retomar, mas navegar é preciso...
Falamos um dia que iríamos envelhecer juntos, e queríamos na velhice uma vida simples, sem muita frescura, com o pé na areia , ver o pôr do sol e muita dar risada sem motivo, rir da gente, da nossa história....Que pena, que nosso ideal não foi concretizado juntos.
Mas, como todo sonho merece ser realizado  por você não vou jogar isso para baixo do tapete, nada mudou...vou fazer acontecer, posso até estar velhinha, e quando com o pé na areia e olhar o pôr do sol sei que de um jeito ou de outro você estará lá comigo, e te prometo que vou rir, rir muito, porque você nunca quis me ver triste.
Agradeço a Deus por ter tido a oportunidade de conviver  por todos esses anos  com você, e ainda vivo pelo amor e pela saudade, porque como a gente dizia "o pra sempre nunca acaba".


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Tá na hora de mudar a história.

O que fazer agora? Depois de 3 anos curtos, curtos sim, porque foram tão prazerosos que nem senti o tempo passar. Foram anos que conheci muita gente, conheci diversas histórias, e permiti quer conhecessem a minha.
Desafiei meus limites, e mesmo quase derrotada me ergui, me senti altiva, mas de uma altivez sem arrogância, porque isso só dizia respeito a mim, não necessitando de propaganda.
Me reinventei e gostei da nova invenção. E agora, estou preparada para me reinventar novamente, esta fase foi fantástica, mas já passou. E, tudo que passa não volta.
Estou preparada para alçar novos voos, conhecer novas pessoas, conhecer outras histórias, e contar uma nova história com acréscimo de acontecimentos.
E tentar mais uma vez, superar as expectativas quanto minhas limitações e medos. O que passou já se foi...agora tá na hora de mudar a história, mas confesso que com saudade, porque foi muito bom!
Para as amigas... um até breve...