terça-feira, 30 de agosto de 2011

A PAZ

Olhei para o lado senti um vazio imenso, ouvia bem ao longe uma música suave, parecia que havia pássaros cantando,que sugeria paz, o corpo pedia repouso mas a alma clamava por euforia, sentia uma divisão dentro de mim, procurando por algo que não sabia bem o que era, mas que queria desesperadamente saber, havia nesse momento uma confusão mental, uma sofreguidão que precisava se extravasada de qualquer forma, fosse por meio de choro ou qualquer coisa parecida, mas havia de ter de sair.
Isso continuava por seis longos meses,  uma vontade de gritar para desse nó da angustia me libertar, dentro de mim a paciência se instalou, e algo me dizia no intimo que um dia passaria, então paciente esperei.
E nessa espera fui descobrindo que a vida não pára, mas onde encontrar forças?
Um dia descobri que essa força estava o tempo todo em mim, aguardando o momento certo para explodir, que a hora estava chegando, só mais um pouco de paciência.
Nada de desespero, e nada de euforia, o processo tem que ser leve tal qual a brisa, não forte quanto a ventania,  a ventania causa danos , já a brisa é suave e só acaricia...
E foi desta forma, paciente, calma , suave e tranquila, que me encontrei no momento certo sem atropelos, sem reclamações, tal como uma brisa rumo ao meu amadurecimento definitivo. E isso me deu poder que o conhecimento íntimo trás, o conhecer a si mesmo e encontrar a paz.



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