segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A vida no corte da cana.

Eu estava lendo está  semana uma reportagem de maio de 2011 de Vitor Nuzzi, da Revista do Brasil, sobre a vida dos trabalhadores nos canaviais do Brasil.
É um trabalho duro, vai além da capacidade do corpo, me impressionou o ritmo do trabalho, 17 flexões de tronco por minuto, 54 golpes de facão por minuto, 12 toneladas  de cana cortadas e carregadas por dia, percurso de 9 km por dia e perda de 8 litros de água por jornada diária, você sabe o que significa isso?
Para mim é trabalho escravo, ninguém merece isso, o salário base pago é de R$ 606,77.
Mas, os trabalhadores não tem outra alternativa, muitos não tiveram acesso a escola e o que resta a ele é isso
a colheita de cana.
Isso vai terminar em breve, a tecnologia chegou a lavoura, e essa mão de obra não será mais necessária, aí eu pergunto, que acontecerá com esses trabalhadores?
Nessa reportagem também é dito que estão proporcionando cursos para qualificação para o pessoal, mas quantos terão oportunidade?
O número desses trabalhadores é de 542.588 dados de 2009
Quem são eles?
*um terço tem de 20 a 30 anos
*60% tem de 20 a 40 anos
*A escolaridade Média é 4,5 anos
*Renda Média R$ 676,88
Mesmo sendo uma vida sofrida, é o que eles tem, e sempre viveram disso, e precisam de renda para viver.
E são pessoas que estão no auge de sua vida produtiva, e precisam de qualificação, e quem pode dar isso é o governo.É à Presidenta que clamo para voltar o olhar para essa dura realidade deste povo.
Todos sabem que essa é a realidade do campo, mas os detalhes muitas vezes não conhecido, o número pode impressionar, como a mim.
Li, os créditos das informações não são meus, são de Vitor Nizzi e da Revista Brasil.
A indignação é minha,  pode ser sua também .Porque todos merecem um vida melhor, com justiça social, e tratamento digno, tudo isso está lá na nossa Carta Magna; nossa Constituição.
É bom sempre lembrar que ela existe para todos os cidadãos.
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