domingo, 12 de fevereiro de 2012

Conto de Maria.

A manhã continuava cinza, quase um breu pelo menos na vida dela, como se repetira pelos últimos meses.A tristeza que se fazia presente em sua vida era evidente e notória, mas os detalhes  somente ela sabia, a sua rotina era um calvário, acordava mandava a criança para o colégio, e ali começava tudo. Sentava-se no meio da cama e jogava a caixa de retratos e recordações, ali olhava as figuras atentamente, entre lágimas e sorrisos, evidenciava a tristeza e saudade,daquele que perdera e jamais iria voltar, era um misto de saudade, agonia e impotência, seu grande amor partiu, e isso era difícil de aceitar, mas não havia outra maneira de expressar seu sofrimento, as duas horas marcadas pelo regresso  do passado recente acabaram para o dia. Então cuidadosamente acomoda na caixa de lembrança os álbuns de fotos um a um. Volta como de costume para a cama,numa enorme preguiça pela vida, não que durma, mas que pelo menos pense.
Depois de algumas horas retoma a consciência que o mundo não parou e que tem quem despertar de si, a água jogada no rosto, talvez seja uma forma desesperada de procurar acordar,ou talvez encontrar um sentido para seguir pelo menos por hoje.
Na sua presença altiva, se torna as vezes impeceptível aos olhos alheios sua tristeza, porque seu orgulho é maior para poder expressar seus sentimentos, jamais admitiria alguém sentir pena sua, então dentro de sua unidade sofria só. Em seu próprio mundo vivia. O mundo de Maria.


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