domingo, 18 de março de 2012

Impregnada de Saudade.

Está semana estava eu lendo um dos mais lindos poemas de M. Bandeira chamado "Evocação do Recife", comovente pela simplicidade, e que me remeteu direto ao meu passado, coisas que o cotidiano faz esquecer, dando espaço para assuntos que o cérebro entende como muito importantes, mas o mais relevante talvez seja o passado que nos formou e as alegrias   da meninice que não voltam mais, entretanto são histórias que foram vividas e que sua lembrança trazem profundo contentamento.
Foi justamente isso que me ocorreu está semana, lendo o poema, fui transferindo cada verso para minha realidade passada, ficando impregnada de saudade.
Lembro-me de minha infância inocente, das brincadeiras na rua quase sem movimento, onde os carros ainda não tomavam conta do espaço, as brincadeiras eram as mais diversas possíveis, esconde-esconde, passa anel, pula corda, pega-pega... Ah! quanta saudade, nos meus pensamentos consigo ver a imagem de meu pai e minha mãe sentados a beira da calçada, com os vizinhos jogando conversa fora e observando os nossos passos, isso era bom demais.
Mais tarde um pouco já na adolescência, saindo de fininho para encontrar o namoradinho, onde o segredo era sustentado pelas amigas...
Quando era época das juninas a fogueira estava lá do outro lado da rua, batata doce, pipoca,quentão, todos à sua vota, sem ao menos saber o por que, mas ninguém deixava de participar.
Coisa gostosa, que na época talvez na época ninguém se dava conta, mas hoje, com essa vida que levamos faz falta e já não mais existe, e quando conto para meu filho tudo isso ele ri, o valor dado é nenhum, mas fazer o que? ele nem consegue compreender. Até entendo,hoje é impossível que tal coisa aconteça em sua vida, não há nem o espaço e nem a inocência para isso, a revolução  tecnológica tomou esse espaço, sinto compaixão, eu tenho do que recordar,e ele o que terá?


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