sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Quando a "honra" era lavada com sangue.

Há alguns dias em um capítulo da  Novela Gabriela (baseado na obra de Jorge Amado), foi exibida uma cena das mais marcantes que retrata exatamente como era a sociedade brasileira na década de 20, principalmente no nordeste, onde quem comandavam eram os coronéis.
Bem foi o momento em que o coronel Jesuíno flagra a traição de sua esposa D. Sinhazinha com o dentista Osmundo na cama, e assassina os dois. E na cidade a grande maioria apoiou, coronéis e carolas. Justificando tal ato, que a honra deveria ser lavada com sangue.
E em um passado recente também era comum essa prática. A mulher era vista como um "ser" de segunda classe, que devia somente obediência ao seu amo e senhor e satisfazer suas vontades sem direito nenhum que fosse prazeroso, era usada, por esse famigerado "marido".
Bem, os tempos mudaram e adultério acredito não ser mais crime, mas ainda matam, mas agora os assassinos são punidos na forma da lei. Ainda batem mas se denunciados forem, também a lei é aplicada em seu rigor.
Porém ainda existem mulheres como aquelas da década de 20 que são humilhadas,usadas e espancadas, física e psicologicamente.Uma pena, em uma sociedade como a nossa não cabê mais este comportamento.mas sabemos perfeitamente que isto acontece, talvez por ignorância ou submissão financeira. Não culpo as mulheres, mas sim a forma que todos foram educados, onde o homem é considerado mais capacitado, mais importante , um ser superior.
A sociedade mudou, e acredito que estamos educando nossos meninos e meninas  a terem respeito, carinho e senso de igualdade, e acreditem as responsáveis por essa mudança somos nós mães.O nosso papel é de suma importância . Eduque com sabedoria, para que possamos chorar menos futuramente.


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